Quando estávamos nos preparando para sair do hospital após a cirurgia da hérnia inguinal, tivemos a impressão que as orelhinhas do Guilherme estavam inchando. A inflamação dos pavilhões auriculares é uma característica comum de bebês com displasia diastrófica, tem início entre 3 e 6 semanas de vida, dura algumas semanas (usualmente em torno de 3 semanas) e pode deixar a orelha espessa, dura e de forma irregular, sendo usualmente chamada de “orelha em couve-flor” (cauliflower ear). Durante a noite realmente verificamos que as orelhinhas estavam inflamando.

Já na segunda-feira, 21 de dezembro de 2009, iniciamos um tratamento baseado no uso de uma bandagem com gazes para pressionar as orelhinhas e drenar o líquido. Para fazermos a bandagem inicialmente utilizamos uma atadura elástica. Mas tínhamos dúvidas de como colocar as gazes sobre as orelhinhas. Era difícil prender as gazes e mais difícil ainda enrolar a atadura elástica na cabeça do Guilherme.

Como estava sendo difícil fazer a bandagem e também encontrar ataduras elásticas de boa qualidade, decidimos tentar a bandagem elástica Coban. Com essa bandagem ficou muito mais fácil fazer a bandagem, pois como ela é auto-adesiva fizemos uma faixa e não desenrolamos mais a mesma. Também ficou fácil colocar as gazes, não sendo necessário prender com micropore.

Nas primeiras duas semanas, a inflamação somente aumentava e, muitas vezes, achávamos que não estávamos no caminho certo. Era bastante incômodo para ele (e consequentemente para os pais), pois estava bastante quente e a faixa ficava muito suada.

Porém, em torno de 18 dias de inflamação, os inchaços nas orelhas começaram a diminuir. No dia 13 de janeiro de 2010 (24 dias após iniciar o tratamento) paramos de usar a bandagem. A orelha direita ficou muito boa, enquanto que a orelha esquerda ficou um pouco espessa e dura. Mas, comparando com outras crianças com displasia diastrófica, o resultado do tratamento ficou bom. Valeu a pena o esforço! Tanto nosso quanto do Guilherme!